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O Centro Espírita é, de fato, uma escola da alma.
Não encontramos uma definição mais apropriada do que esta, para caracterizar o que deve ser a missão de um templo que se edifica em nome da Doutrina.
Afora o trabalho espiritual socorrista e as obras de benemerência social, os dirigentes de um Centro devem priorizar o estudo do Espiritismo para todos os seus frequentadores, mantendo reuniões sistemáticas em torno dos livros da Codificação, bem como daqueles que desenvolvam com fidelidade o pensamento de Allan Kardec, quer de autores encarnados ou desencarnados. (mais…)
O objetivo deste artigo é levantar a questão das lembranças espontâneas de vidas passadas em crianças, sob diferentes pontos de vista científicos, com o intuito de fomentar a reflexão do leitor individualmente, do grupo familiar e dos grupos de estudos, adeptos de diferentes escolas: materialistas ou espiritualistas. Cabe a cada um fazer suas próprias considerações e elaborar um conceito a respeito do assunto.
Esta questão tem uma importância muito grande para a Pedagogia Espírita, pois ela toca em vários conceitos e objetos de estudo seus, entre eles, as tendências inatas da criança, o conceito de criança como espírito reencarnante, a interexistencialidade, e a igualdade com singularidade (ver o livro Pedagogia Espírita de Dora Incontri).
Crianças que alegam fragmentos de lembrança de uma vida passada são encontradas em muitos países, notadamente naqueles nos quais a crença na reencarnação é forte: os países hinduístas e budistas do sudeste da Ásia, os povos xiitas do Líbano e Turquia, as tribos da África Ocidental, e as tribos do nordeste da América do Norte. Embora mais raro, relatos têm sido descritos na Europa, EUA e Brasil. (mais…)
A real incidência de crianças que se lembram de suas vidas passadas é desconhecida. Uma pesquisa realizada na Índia, na década de 70, revelou que aproximadamente uma em cada 500 crianças se lembra de fragmentos de vidas passadas. Se a mesma proporção houvesse no Brasil, com uma população de aproximadamente 16 milhões de crianças de até 4 anos, segundo o censo de 2000, haveria aqui, mais ou menos, 33 mil casos de crianças lembrando de suas vidas passadas. Como os espíritas representam 3% da população, então, podem existir quase mil crianças em famílias espíritas que estão vivenciando isso neste exato momento.
Parece haver uma maior incidência em alguns países do que em outros. Uma forte crença na reencarnação permite a criança falar sobre uma vida prévia sem ser desacreditada ou mesmo reprimida – como acontece freqüentemente com as crianças ocidentais. Entretanto, isso não quer dizer que não possa ocorrer na sua vizinhança ou mesmo na sua família. (mais…)
O dia 18 do mês de abril é tido como o Dia do Livro Infantil e, também, por feliz coincidência, o Dia do Livro Espírita.
No último 18 de abril, O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, base do edifício doutrinário, completou 154 anos de existência*.
Torna-se oportuno, pois, uma reflexão sobre o livro.
O livro, o bom livro, tem sido, desde Gutemberg, a maior fonte de conhecimento, de cultura.
Não obstante a grande contribuição da informática, em todos os níveis (cinema, televisão, computador, etc.), o bom livro continua sendo o ás da informação, da disseminação de conhecimento.
Daí a enorme responsabilidade do escritor.
No que diz respeito ao livro espírita, diz-se que tem vindo a lume uma verdadeira avalanche de livros de má qualidade, repetitivos, fracos de conteúdo e pobres de forma.
Não há dúvida de que tem sido assim mesmo.
Porém, nada se pode fazer para estancar tais fontes, de vez que a liberdade de pensamento e de opinião é uma das garantias inscritas em nossa Carta Constitucional.
Só resta um meio para, pouco a pouco, solucionar, ou amenizar, pelo menos, esse grave problema: a conquista de conhecimento básico da Doutrina Espírita, que somente se adquire através do estudo do pentateuco kardequiano**.
À medida que o leitor for se inteirando dessas bases, irá adquirindo condições de selecionar suas leituras, sendo o censor de si mesmo, liquidando o risco, com o tempo, de tomar gato por lebre.
A respeito desta importante questão, a Dra. Marlene Rossi Severino Nobre, da Associação Médico-Espírita do Brasil e diretora da Folha Espírita, de São Paulo, fez a seguinte pergunta ao Chico [Xavier]:
Tem surgido muitas obras no movimento editorial espírita, de cunho psicográfico, que não são de boa qualidade e às vezes até conflitantes com determinados ensinamentos. Não há nada que se possa fazer?
Eis a resposta:
Não, porque eu acho que isso é um mercado. Cada lavrador leva ao mercado a produção que ele consegue obter da terra! Agora, o consumidor é que vai dizer, não é mesmo?
Livro: O Apóstolo do Século XX – Chico Xavier
Weimar Muniz de Oliveira
FEEGO – Federação Espírita do Estado de Goiás
Notas de Fernando Peron (março de 2011):
(*) – A presente obra foi lançada em 2001, quando, de fato, completava-se 144 anos do lançamento de O Livro dos Espíritos - ocorrido, portanto, em 1857 (Paris, França).
(**) – São consideradas o pentateuco kardequiano as cinco principais obras de Allan Kardec: 1. O Livro dos Espíritos; 2. O Livro dos Médiuns; 3. O Evangelho Segundo o Espiritismo; 4. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo e 5. A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo.
As relações familiais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas observa-se nelas uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais, que nos importa examinar sob a lupa doutrinária. Os novos modelos de relacionamentos deram origem a famílias diferentes do padrão tradicional. Nos idos dos anos 80, mais de 70% das famílias eram nucleares. Hoje, menos da metade é assim. (mais…)
«Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos.
«Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão-de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.
«As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo.
«Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros»
Allan Kardec, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Pref.
(In: O Espírito das Revelações, Lachâtre, 2001.)
Por Sérgio Fernandes Aleixo
“(…) discutiremos, mas não disputaremos. (…) há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos”. Allan Kardec (Revista espírita. Janeiro de 1858. Introdução. Novembro de 1858. Polêmica espírita.)

Jesus Cristo
Observação: Esta matéria, publicada no livro, de nossa autoria, O ESPÍRITO DAS REVELAÇÕES (Lachâtre, 2001), constitui uma resposta a um artigo que na imprensa espírita foi certa vez publicado. Pela extensão deste nosso material, aquele órgão de comunicação julgou por bem publicá-lo apenas em parte. Como nosso objetivo é sempre tão-só esclarecer, e convicto de que respondemos aqui a muitas indagações acerca do assunto, entregamo-lo ao leitor. Não identificamos o articulista a que nos referimos, bem como o periódico. Nosso intuito é apenas a produção de conhecimento espírita, e nada mais. (mais…)