ALLAN KARDEC, Biografia

31Dez

Hippolyte Léon Denizard Rivail

(Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869)

foi educador, escritor e tradutor francês.

Sob o pseudónimo de Allan Kardec

notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado),

também denominado de Doutrina Espírita.

-

«O pseudónimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.

Segundo algumas fontes, o pseudónimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”.

No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou uma mensagem atribuída ao espírito de León Denis, em francês (invertida), declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV.

Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes, o que está de acordo com o Controlo Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: “uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos – a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.”

[…] Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.

Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdon-les-Bains, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos catorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos para os mesmos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol.

Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema “Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?”.

A 6 de Fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Em 1824, retornou a Paris e publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. Após o ano de 1834, passou a lecionar, publicando diversas obras sobre educação, e tornou-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.

Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros.

Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemónico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.

As matérias que lecionou como pedagogo são: Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.

[…] Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenómeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenómenos se produziam.

Durante este período, também tomou conhecimento do fenómeno da escrita mediúnica – ou psicografia, e assim passou a se comunicar com os espíritos. Um desses espíritos, conhecido como um “espírito familiar”, passa a orientar os seus trabalhos. Mais tarde, este espírito iria lhe informar que já o conhecia no tempo das Gálias, com o nome de Allan Kardec.

Assim, Rivail passa a adotar este pseudónimo, sob o qual publicou as obras que sintetizam as leis da Doutrina Espírita.

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas se deviam à intervenção de espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem.

Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de Abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

[…] Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores através da Revista Espírita ou Jornal de Estudos Psicológicos.

Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho.

Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmenes druídicos,

Acima de sua tumba, seu lema:

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec

Por carmen em Blog

Exilados de Capela

14Dez

Por admin em Blog

Livro : O Desconhecido e os Problemas Psíquicos, de Camille Flammarion

13Dez

O Desconhecido e os problemas psiquicos“Mas se o ceticismo vela entre nós, a necessidade de crer atrai-nos”

Camille Flammarion

Camille Flammarion nasceu em França no ano de 1942 e foi um cientista mundialmente conhecido. Foi um renomado astrônomo, investigador e filósofo sendo apontado como um dos maiores sábios da sua época.

Amigo pessoal de Allank Kardec tornou-se adepto do Espiritismo.

Muitas foram as obras que Camille Flammarion deixou escritas sendo grande parte delas uma visão espírita sobre diversas questões fundamentais para a humanidade, entre elas a questão da existência da alma e a pluralidade dos mundos habitados. Sendo uma das principais figuras do século 19 e de acordo com a importância que lhe é reconhecida, as suas obras foram traduzidas para diversas línguas como o inglês, italiano, romeno, espanhol, alemão, holandês, húngaro, checo, russo, dinamarquês e português. Crê-se inclusivamente que o Capítulo VI de A Gênese, uma das obras básicas do Espiritismo, seja uma transcrição de uma série de comunicações suas à Sociedade Espírita de Paris.

Na obra “O Desconhecido e os Problemas Psíquicos” Camille Flammarion objetiva alcançar a verdade, através de ensaio de análise científica de fatos considerados sobrenaturais ou imaginários pelo que este livro constitui um repositório de inúmeros fatos surpreendentes, analisados cientificamente pelo autor com o objetivo de demonstrar a existência da alma como elemento real e independente do corpo físico, e que sobrevive à destruição deste último.

São expostos, conforme as palavras do autor, na conclusão da obra, “442 fenômenos de ordem psíquica que indicam a existência de forças ainda desconhecidas agindo entre os seres pensantes e pondo-os em comunicação latente uns com os outros”. Entre os temas analisados estão as manifestações de pessoas agonizantes; aparição; telepatia; comunicações psíquicas; sugestão mental; vista a distância; sonhos e predições do futuro, classificando metodicamente os fenômenos analisados e procurando explicá-los à luz do Espiritismo.

Este livro, divido em 2 volumes, convida-nos ao estudo e ao trabalho na busca do conhecimento deste mundo invisível e das forças ainda desconhecidas que nele operam.

Fontes :

http://www.autoresespiritasclassicos.com/Camille%20Flammarion/1/Camille%20Flammarion%20-%20%20O%20Desconhecido%20e%20os%20Problemas%20Psíquicos.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Flammarion

Por manuel_rocha em Blog

Parábolas e Ensinos de Jesus – Cairbar Schutel

12Dez

PRIMEIRA PARTE

 AS PARÁBOLAS E A SUA INTERPRETAÇÃO

 Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas. As Parábolas dos Evangelhos são alegorias que contêm preceitos de moral.

O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos. Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.

Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se-lhes excelente meio elucidativo dos temas e das dissertações do Grande Pregador. Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a ideia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.

Daí a resposta de Jesus aos discípulos que lhe inquiriram a razão de Ele falar por parábolas: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem; até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”

“Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.” (mais…)

Por rui_monteiro em Blog

Espiritismo, coisa do demônio ?

05Dez

Prezado(a) amigo(a) espírita.

Creio que um dos sinônimos de “SER ESPÍRITA” é “SER ECUMÊNICO”.

Pois, o Espiritismo além de ser o instrumento de nossa evolução espiritual, veio – segundo palavras de Kardec – para ajudar a formar uma nova sociedade. E esta nova sociedade só será factível quando as leis da natureza, preconizadas pelo Espiritismo, forem senso comum.

Sendo espíritas-ecumênicos, maior será a probabilidade dessa nova sociedade tornar-se realidade.

Em sintonia com esse pensamento, nossa admirável confrade Dora Incontri relata: “Em diferentes momentos (sobretudo na Revista Espírita), Kardec analisa o islamismo, o taoismo, o celtismo, a mitologia antiga e outras vertentes, além da tradição judaico-cristã. (…) O que ele de fato pretende, segundo afirma explicitamente, é fornecer um substrato sólido que sirva de apoio a todas as religiões”. (mais…)

Por joao_batista em Blog

vídeo-clip da AELA

01Dez

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Por admin em Blog

Próximo evento

dia 27 (SEGUNDA-FEIRA)

21,30 horas

tema: "OS MENSAGEIROS - parte 2"

expositor: ROSÁLIA LANÇA

ENTRADA LIVRE

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