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A sensação nos espíritos

23Ago

Ensaio Teórico Sobre A Sensação Nos Espíritos

(…)

Os sofrimentos deste mundo decorrem, às vezes, de nossa própria vontade. Remontando à origem, veremos que a maioria são conseqüência de causas que poderíamos ter evitado. Quantos males, quantas enfermidades o homem deve apenas aos seus excessos, à sua ambição, às suas paixões, enfim? O homem que tivesse vivido sempre sobriamente, que não houvesse abusado de nada, que tivesse sido sempre de gostos simples e desejos modestos, se pouparia de muitas tribulações. O mesmo acontece ao Espírito: os sofrimentos que ele enfrenta são sempre conseqüência da maneira por que viveu na terra.  Não terá, sem dúvida, a gota e o reumatismo, mas terá outros sofrimentos que não serão menores.

Já vimos que esses sofrimentos são o resultado dos laços que ainda existem entre o Espírito e a matéria. Que quanto mais ele estiver desligado da influência da matéria, quanto mais desmaterializado, menos sensações penosas sofrerá. Depende dele afastar-se dessa influência, desde esta vida, pois tem o livre-arbítrio e por conseguinte a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer. Que dome as suas paixões animais; que não tenha ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; que não se deixe dominar pelo egoísmo; que purifique sua alma, pelos bons sentimentos; que pratique o bem; que não dê às coisas deste mundo senão a importância que elas merecem; e, então, mesmo sob o seu envoltório corpóreo, já se terá purificado, desprendido da matéria, e quando o deixar, não sofrerá mais a sua influência. Os sofrimentos físicos por que tiver passado não lhe deixarão nenhuma lembrança penosa; não lhe restará nenhuma impressão desagradável, porque estas não afetaram o Espírito, mas apenas o corpo; sentir-se-á feliz por se ter libertado, e a tranqüilidade de sua consciência o afastará de todo sofrimento moral.

Interpelamos sobre o assunto milhares de Espíritos, pertencentes a todas as classes sociais, a todas as posições. Estudamo-los em todos os períodos da vida espírita, desde o instante em que deixaram o corpo. Seguimo-los passo a passo na vida de além-túmulo, para observar as modificações que neles se operavam, nas suas idéias, nas suas sensações. E a esse respeito os homens vulgares não foram os que nos forneceram menos preciosos elementos de estudo. Vimos sempre que os sofrimentos estão em relação com a conduta, da qual sofrem as conseqüências, e que essa nova existência é uma fonte de felicidade inefável para aqueles que tomaram o bom caminho. De onde se segue que os que sofrem é porque assim quiseram, e só devem queixar-se de si mesmos, tanto no outro mundo quanto neste.

Allan Kardec

Do Livro dos Espíritos, item 257

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Por admin em Blog

O Poder do Ridículo

01Ago

Lendo um jornal, encontramos esta frase proverbial: Na França o ridículo sempre mata. Isto nos sugeriu as seguintes reflexões:

 Por que na França, e não em outra parte? É que aqui, mais que em qualquer lugar, o espírito, ao mesmo tempo fino, cáustico e jovial, apreende, antes de tudo, o lado alegre ou ridículo das coisas; busca-o por instinto, sente-o, adivinha-o, por assim dizer fareja-o; descobre-o onde outros não o percebiam e o põe em relevo com habilidade. Mas o espírito francês quer, antes de tudo, o bom-gosto, a urbanidade até no gracejo; ri de bom grado de uma pilhéria fina, delicada, espirituosa sobretudo, ao passo que as caricaturas insossas, a crítica pesada, grosseira, à queima-roupa, semelhante à pata do urso ou ao soco do bruto, lhe repugnam, porque tem uma repulsa instintiva pela trivialidade.

 Talvez digam que certos sucessos modernos parecem desmentir essas qualidades. Muito haveria a dizer sobre as causas deste desvio, que não deixa de ser muito real, mas que é apenas parcial, e não pode prevalecer sobre o fundo do caráter nacional, como demonstraremos qualquer dia. Apenas diremos, de passagem, que esses sucessos que surpreendem as pessoas de bom-gosto, são, em grande parte, devidos à curiosidade muito vivaz, também, no caráter francês. Mas escutai a multidão à saída de certas exibições; o julgamento que domina, mesmo na boca do povo, resume-se nestas palavras: É repugnante! e, contudo, a gente veio, unicamente para poder dizer que viu uma excentricidade; lá não voltam, mas esperando que a multidão de curiosos tenha desfilado, o sucesso está feito, e é tudo o que pedem. Dá-se o mesmo em certos sucessos supostamente literários.

 A aptidão do espírito francês em captar o lado cómico das coisas, faz do ridículo uma verdadeira potência, maior na França do que em outros países; mas é certo dizer que sempre mata? (mais…)

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Por admin em Blog

Amputado sente sensações de dor em membro inexistente.

13Jul

Caso 1 – A hipótese periférica parece ainda menos sustentável em face do caso que se segue, no qual um amputado percebe sensações de dor em membro inexistente.

O Comandante Darget, cujas experiências sobre a fotografia do pensamento são conhecidas de todos, comunicou à La Revue Scientifique et Morale du Spiritisme (1913, pág. 304) o seguinte episódio por ele mesmo verificado, durante o verão de 1913. Escreveu ele:

“Estando de visita a Véretz (Indreet-Loire), vi um moço maneta (braço direito), chamado Sicos, passar diante de casa. Alguns dias depois encontrei-me com a sua mãe, que me relatou o acidente de seu filho, cujo braço fora esmagado por uma engrenagem.

“O que de mais estranho há – disse-me ela – é que meu filho sente a presença de seu braço que falta, cujos dedos, afirma, pode mover à vontade.”

Eu lhe disse então: “Diga a seu filho que ele estenda seu braço faltante sobre a chama de uma vela, de modo que a chama o percorra desde o ombro até a ponta dos dedos e talvez ele venha a sentir a queimadura.” (mais…)

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Por admin em Blog

UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA

04Jul

J. Herculano Pires 

O apego ao contingente, ao imediato, apaga na consciência dos nossos dias o senso da responsabilidade espiritual. Nem mesmo a ronda constante da morte consegue arrancar o homem atual da embriaguez do presente. O problema do espírito e da imortalidade só se aviva quando ligado diretamente a questões de interesse pessoal. O católico, o protestante, o espírita se equivalem nesse sentido. Todos buscam os caminhos do espírito para a solução de questões imediatistas ou para garantirem a si mesmos uma situação melhor depois da morte.

 A maioria absoluta dos espiritualistas está sempre disposta a investir (este é o termo exato) em obras assistenciais, mas revela o maior desinteresse pelas obras culturais. Apegam-se os religiosos de todos os matizes à tábua de salvação da caridade material, aplicando grandes doações em hospitais, orfanatos e creches, mas esquecendo-se dos interesses básicos da cultura. Garantem os juros da caridade no após-morte, mas contraem pesadas dívidas no tocante à divulgação, sustentação e defesa de princípios fundamentais da renovação da cultura planetária.

 A imprensa, a literatura, o ensaio, o estudo, a fixação das linhas mestras da nova cultura terrena ficam ao deus-dará. Falta uma tomada de consciência, particularmente no meio espírita, da responsabilidade de todos na construção e na elaboração da Nova Era, que é trabalho dos homens na Terra. Ninguém ou quase ninguém compreende que sem uma estruturação cultural elevada, sem estudos aprofundados no plano cultural, que revelem as novas dimensões do mundo e do homem na perspectiva espírita, o espiritismo não passará de uma seita religiosa de fundo egoísta, buscando a salvação pessoal de seus adeptos, precisamente aquilo que Kardec lutou para evitar. (mais…)

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Por admin em Blog

O HOMEM ANTE A VIDA

02Jul

No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração.

Quem somos?

Donde viemos?

Onde a estação de nossos destinos?

À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto.

Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha.

Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela.

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço.

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso.

Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação. (mais…)

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Por admin em Blog

Soube por alguém quem fui

10Jun

Soube por alguém quem fui

Tantas quantas vidas passei por a terra

Em cada vida fui tomando consciência de quem fui.

Sempre outra personagem

Sempre diferente para poder alcançar cada momento certo.

Muitas foram, é verdade.

Muitas trouxeram-me alegrias,

Muitas sofri! (mais…)

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Por Rosario Batista em Blog

A ajuda divina

06Jun

Chovia torrencialmente. O rio transbordava, as águas invadiam o vilarejo.

Aquele crente, que morava sozinho em confortável vivenda multiplicou, orações, pedindo a assistência do Céu.

Em dado momento, ante o avanço da enchente, foi para o telhado, confiante de que Deus o salvaria.

As águas subindo…

Passou um barco recolhendo pessoas ilhadas.

– Não é preciso. Deus me salvará!

As águas subindo…

Passou uma lancha…

– Fiquem tranqüilos! Confio em Deus. (mais…)

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Por admin em Blog

A importância de escutar alguém

05Jun

No início dos idos anos 90, quando ainda cursava faculdade e nem conhecia o Espiritismo, um professor que autodenominava “ateu” – profitente de crença nenhuma – tinha uma forma diferente de leccionar, que me deixou importantes lições de vida – e creio que também a outros colegas que procuraram escutá-lo atentamente, com “ouvidos de ouvri”. Foram ocorrências para mim tão evidentes, que muitas me faziam assim reflectir: E ele ainda se diz ateu!

Sua atitude em sala era tão diferente da dos demais membros do corpo docente, que ele era também detestado por alguns estudantes (que não o compreendiam), como admirado por outros.

Uma das cenas de que me recordo dizia respeito à sua forma de avaliar os estudantes. Ele assim se exprimia, no início do semestre: “Não costumo esperar respostas prontas nas avaliações, deixo a cada um a liberdade de registrar o que bem entender. Se desejarem registrar algo de cunho pessoal, que o façam. (mais…)

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Por admin em Blog

O poder do pensamento

25Mai

O Pensamento

O pensamento é criador. Assim como o pensamento do Eterno projeta sem cessar no espaço os germens dos seres e dos mundos, assim também o do escritor, do orador, do poeta, do artista, faz brotar incessante florescência de idéias, de obras, de concepções, que vão influenciar, impressionar para o bem ou para o mal, segundo sua natureza, a multidão humana.

É por isso que a missão dos obreiros do pensamento é ao mesmo tempo grande, temível e sagrada; é grande e sagrada porque o pensamento dissipa as sombras do caminho, resolve os enigmas da vida e traça o caminho da humanidade; é a sua chama que aquece as almas e ilumina os desertos da existência; e é temível porque seus efeitos são poderosos tanto para a descida como para a ascensão.
Mais cedo ou mais tarde todo produto do Espírito reverte para seu autor com suas conseqüências, acarretando-lhe, segundo o caso, o sofrimento, a diminuição, a privação da liberdade, ou então as satisfações íntimas, a dilatação, a elevação do ser.

A vida atual é, como se sabe, um simples episódio de nossa longa história, um fragmento da grande cadeia que se desenrola para todos através da imensidade. E constantemente recaem sobre nós, em brumas ou claridades, os resultados de nossas obras. A alma humana percorre seu caminho cercada de uma atmosfera brilhante ou turva, povoada pelas criações de seu pensamento. É isso, na vida do Além, sua glória ou sua vergonha.

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Por admin em Blog

A jovem na entrada em Jerusalém

08Mai

O episódio da entrada de Jesus na cidade de Jerusalém pode ser encontrada em Mateus: 21; 1-11, Marcos: 11; 1-10 e Lucas: 19; 29-38. O ambiente que o acolhe, porém, era particular sendo que, se dúvidas existissem das narrativas dos evangelhos canónicos, Amélia Rodrigues esclarece que estávamos nos “… últimos dias antes da Páscoa. O mês de Nissan (Abril/Maio) se iniciara sob lufadas frias decorrentes do largo Inverno que ainda não terminara.” (Dias Venturosos, pp. 75 e 76).

Não obstante o rigor meteorológico, os judeus optam por sair à rua para aclamar a entrada de Jesus. Mas o motivo de tal manifestação nada tem a ver com a mensagem de amor, esperança, perdão e caridade que o Cristo havia divulgado nos últimos anos. A intenção era outra. Descontentes com a opressão militar romana e profundamente revoltados com a gestão tributária do império, o “… povo judeu suspirava por alguém, com bastante autoridade, que o libertasse dos opressores. (…) Jesus simbolizava a renovação, a promessa.” É por esta razão que os populares o saúdam efusivamente, e ainda que os discípulos de Jesus se deixem inebriar pela projeção mediática momentânea, consequência de tamanha manifestação, eventualmente convencidos que o acolhimento se devia ao reconhecimento da superioridade dos ensinos e feitos de seu Mestre, ”Jesus agradecia aos manifestantes de Jerusalém com o olhar mostrando, porém, melancólicos sorrisos.” (Lázaro Redivivo, XVII)

O Messias não se enganava na avaliação que fazia e este sentimento é sublinhado num relato menos conhecido de Meimei quando nos descreve que “O Mestre (…) sobre o animalzinho cansado, parecia triste e pensativo. Talvez refletisse que a alegria ruidosa do povo não era o tipo de felicidade que ele desejava. Queria ver o povo contente, mas sem ódio nem revolta, inspirado pelo bem que ajuda a conservação das bênçãos divinas.”

Mas eis que ocorre um facto que passou despercebido aos evangelistas e que é interessante de ser recordado. No momento em que Jesus antecipava a hipocrisia do conjunto e o sofrimento em solidão, foi quando, aparecendo de entre a multidão eufórica, uma “linda jovem se destacou (…), abeirou-se dele e lhe entregou uma braçada de rosas, exclamando: – Senhor, ofereço-te estas flores para o Reino de Deus.” Mais uma vez a juventude surgia na parábola real como símbolo da ingenuidade própria dos humildes. De entre tantos que gritavam quase descontroladamente por tão pouco, a simplicidade de quem ignorava o propósito da maioria comove o espírito mais elevado de entre todos. “O Cristo fixou nela os olhos cheios de luz e indagou: – Queres realmente servir ao Reino do Céu? – Oh! Sim… – disse a moça, feliz. – Então – pediu-lhe o Mestre – Ajuda-me a proteger o burrico que me serve, trazendo-lhe um pouco de capim e água fresca.” A lição parece clara. Para quem se dispõem a assumir o compromisso e para quem tem a tarefa de o distribuir: – Todos podem ajudar, a todos deve ser dada a oportunidade de servir pois existe sempre aquele que é mais carenciado. Independentemente da evolução, do conhecimento ou das posses de cada um, todos somos chamados a contribuir, na medida em que o possamos. À jovem deste momento, a tarefa que lhe coube foi a de socorrer o burro que transportava o Mestre.

Mas mais importante do que a extensão da tarefa é a resposta que é dada aquando da convocatória. Por isso Meimei conclui referindo que “A jovem entendeu prontamente e começou a compreender que, na edificação do Reino Divino, Jesus espera de nós, acima de tudo, a bondade sincera e fiel do coração.” (Meimei: Pai Nosso, A lição da bondade). Quanto à maioria restante, sabemos qual o final. “(…) À acalorada recepção de Jesus, entrando triunfalmente em Jerusalém, sucedeu-se a difamação… Nuvens carregadas de insegurança e medo pairavam sobre a cidade monumental… Cochichos anunciavam a tragédia tramada…” (Dias Venturosos, pp. 75 e 76). E qual a nossa escolha?

Hugo Batista e Guinote

Ponte de Luz-ASEC

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Por Hugo Guinote em Blog

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