Richard Simonetti
Por várias vezes, Chico declinou convite para uma pescaria.
Por José Reis Chaves
Esta matéria responde, em conjunto, às colocações do católico Sr. Carlos Ramalhete, mostrando a coerência e as verdades da Doutrina Espírita, as quais se identificam plenamente com a Bíblia, a razão e a Ciência.
Primeiramente, eis os questionamentos propostos pelo Sr Carlos Ramalhete, e, em seguida, a nossa matéria em resposta ao missivista:
Reencarnação
Dos erros mais comuns hoje em dia é a crença na chamada “reencarnação”, um mecanismo pelo qual uma pessoa teria várias “vidas” sucessivas, sendo uma pessoa ou outra em uma vida ou outra, vidas essas passadas por toda parte. Esta crendice é evidentemente incompatível com a Fé Cristã, com a Razão e com o próprio bom senso.
A crença na reencarnação é incompatível com a Fé Cristã
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que “Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo.” (Heb 9,27), e a reencarnação pressupõe que cada homem teria várias mortes sucessivas, nascendo depois com outro nome, filho de outros pais, em outro país… segundo as crenças de alguns grupos reencarnacionistas , a pessoa poderia nascer com o sexo oposto ou não, ou até, segundo alguns (como os de tendência hinduísta, oriental), poderia nascer como animal ou como planta! (mais…)
10/01/2012
Amigo leitor, ao reler o livro “Pelos caminhos da mediunidade serena”, que é uma bela obra de entrevistas com a médium Yvone Amaral Pereira, eu deparei com um tópico interessante que chamou bastante atenção e gostaria de compartilhar com todos vocês que acompanham nosso trabalho.
Ela faz um apelo a todos espíritas, com relação a pureza doutrinaria, e sobre acontecimentos que desde 1978 já rodeava o movimento espírita no que tange a especulações sobre modernizar a doutrina espírita e ainda alguns já afirmavam que Allan Kardec estava ultrapassado.
Na entrevista, ela demonstra preocupação, mas isto não foi surpresa para mim; conhecendo um pouco do trabalho desta grande servidora espírita, que foi e continua sendo no plano espiritual, uma verdadeira médium seguidora das bases de Allan Kardec e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Todo tempo da entrevista fica muito claro que ela sempre zelou como médium espírita, para exercer sua missão dentro dos postulados doutrinários de forma correta e séria.
Passaram 34 anos desta entrevista da abnegada médium, onde ela menciona tais fatos, e infelizmente temos noticias de uma vertente no movimento espírita, que comungam da tal renovação dos postulados espíritas, que ela cita, trazendo com isso cizânia no movimento Espírita. Algo que chateia grande parte de nós, que preocupamos com a causa Espírita e com o futuro da Doutrina dos Espíritos.
Eu particularmente fico muito surpreso de ter noticias de alguns assuntos abordados em obras psicografadas que de certa forma vêem trazer “novas revelações” sem o aval de tais assuntos nas obras basilares.
Ao reportar sobre este assunto, isto me traz recordações ao estudar a história do espiritismo, quando deparei com um personagem celebre da época de Allan Kardec.
Ele era advogado da corte Francesa, de nome Jean Baptiste Roustaing, personagem que comentaremos futuramente ao relatar a história do espiritismo.
Esse personagem que de certa forma trouxe uma grande cizânia ao movimento espírita da época e em séculos posteriores com sua obra, Os quatros Evangelhos de Roustaing, As revelações da revelação, segundo ele e a sua médium exclusiva por espíritos como Mateus, Marcos, Lucas e João e coordenado nada menos por Móises.
Porém esse assunto será abordado em outra oportunidade e com muita cautela para não gerar polêmica, que não é nosso intuito e nunca será.
Voltando ao assunto tratado por Yvone Amaral Pereira, tenho apenas que comentar que achei muito comovente o seu apelo, e demonstra sua grandeza e o verdadeiro amor a causa espírita.
Eu espero que gostem , fiquem agora com Yvone Amaral Pereira.
Boa Leitura
Luciano Dudu (mais…)
Qualquer pessoa medianamente informada conhece o complexo de Édipo, consagrado por Sigmund Freud (1856-1939), como a tendência de se ligarem os filhos às suas mães, em oposição aos pais.
Freud inspirou-se numa tragédia grega: Édipo Rei, de Sófocles (495-406 a.C.).![astrologia-e-determinismo-1[1]](http://aela.pt/wp-content/uploads/2012/01/astrologia-e-determinismo-11.gif)
Édipo, segundo os oráculos, mataria seu pai e se casaria com a mãe, o que efetivamente aconteceu, numa fantasia recheada de lances dramáticos e mirabolantes, bem ao gosto da mitologia grega.
A tese de Freud, porém, não resiste aos fatos.
Há filhos “vidrados” na figura paterna.
Além disso, a afinidade ou animosidade entre pais e filhos decorre muito mais de ligações harmônicas ou conflituosas de vidas anteriores.
Se alguém reencontra no pai um rival do passado, quando disputavam o amor de uma mulher, hoje possivelmente ligada a ambos como mãe e esposa, enfrentará conflitos em seu relacionamento.
Em contrapartida, dar-se-á muito bem com o genitor que foi amigo ou familiar ligado ao seu coração.
E há que se considerar o comportamento.
Se não cultivarmos valores elementares de convivência civilizada – compreensão, atenção, respeito, tolerância, cooperação, solidariedade… –, os melhores amigos do pretérito nos parecerão figadais inimigos a nos aborrecerem no ambiente doméstico. (mais…)
Hippolyte Léon Denizard Rivail
(Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869)
foi educador, escritor e tradutor francês.
Sob o pseudónimo de Allan Kardec
notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado),
também denominado de Doutrina Espírita.
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«O pseudónimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.
Segundo algumas fontes, o pseudónimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”.
No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou uma mensagem atribuída ao espírito de León Denis, em francês (invertida), declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV.
Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes, o que está de acordo com o Controlo Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: “uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos – a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.”
[…] Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.
Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdon-les-Bains, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos catorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos para os mesmos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.
Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol.
Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema “Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?”.
A 6 de Fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Em 1824, retornou a Paris e publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. Após o ano de 1834, passou a lecionar, publicando diversas obras sobre educação, e tornou-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.
Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros.
Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemónico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.
As matérias que lecionou como pedagogo são: Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.
[…] Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenómeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenómenos se produziam.
Durante este período, também tomou conhecimento do fenómeno da escrita mediúnica – ou psicografia, e assim passou a se comunicar com os espíritos. Um desses espíritos, conhecido como um “espírito familiar”, passa a orientar os seus trabalhos. Mais tarde, este espírito iria lhe informar que já o conhecia no tempo das Gálias, com o nome de Allan Kardec.
Assim, Rivail passa a adotar este pseudónimo, sob o qual publicou as obras que sintetizam as leis da Doutrina Espírita.
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas se deviam à intervenção de espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem.
Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de Abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
[…] Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores através da Revista Espírita ou Jornal de Estudos Psicológicos.
Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho.
Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmenes druídicos,
Acima de sua tumba, seu lema:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec