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www.kardecpedia.com

01Nov
kardecpedia

www.kardecpedia.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acaba de ser lançado o maior portal sobre as obras de Allan Kardec no mundo.

Criado e mantido por Cosme Massi, em 4 idiomas, ele contém as 23 obras fundamentais para quem quer conhecer o Espiritismo.
Digite uma palavra; um texto… pesquise, navegue. É a “wikipedia” do estudioso espírita ao seu dispor, gratuitamente.

Forte abraço a todos!

http://www.kardecpedia.com/

Muito interessante… Vale divulgar! Lindo.
Kardecpedia – Estude as obras de Allan Kardec
A Kardecpedia é uma plataforma interativa que facilita o estudo das obras de Allan Kardec, o fundador da Doutrina Espírita, ou Espiritismo.

 

 

 

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Expressão Filosófica do Espiritismo

29Dez

 Deolindo Amorim

último texto produzido em vida

O lastro experimental, com a apresentação de fatos comprobatórios, ainda é uma necessidade, pois estamos muito longe, por enquanto, daquele estágio evolutivo em que a mediunidade ficará no puro domínio da intuição , como diz a própria Doutrina. Será uma expressão muito elevada em função, porém do tempo e do melhoramento espiritual do ser humano. Claro que a prática mediúnica, como geralmente falamos, precisa de condições básicas: honestidade pessoal, perseverança, lucidez e prudência do verdadeiro espírito científico. A mediunidade exercitada a esmo, emborabem intencionada, como acontece muitas vezes, tem os seus riscos.

Então, sem perder de vista o valor do estudo filosófico, a que Kardec atribui influência decisiva, é lógico entender que o aspect o mediúnico sempre teve e tem o seu momento de necessidade e relevância, sejapelo consolo das mensagens, seja pelos elementos de estudo e reflexões que oferece. Mas o Espiritismo não se contém todo ele no campo mediúnico, conquanto este lhe tenha servido de ponto de partida, como se sabe. O fenômeno por si só não nos levaria a conseqüências profundas, ou seria apenas objeto de observação ou motivo de deslumbramento, sem a formulação filosófica. Justamente por isso – repetimos kardec – “a força do Espiritismo está em sua filosofia”. E por que não está no fato mediúnico? Porque o fato provae convence objetivamente, não há dúvida, porém não elucida os problemas mais graves de nossa vida, por si mesmo, se não tomar a direção filosófica que conduz à inquirição das causas, dos porquês e das conseqüências. (mais…)

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Introdução ao Livro dos Espíritos

08Set

Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita. Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Paracleto ou Espírito da Verdade. Dizer isso equivale a afirmar que “O Livro dos Espíritos”, é o código de uma nova fase da evolução humana. E é exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.

Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não havia Espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em Espiritualismo e Neo-Espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa. Os fatos espíritas, que sempre existiram, eram interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Allan Kardec o lançou à publicidade, “contendo os princípios da Doutrina Espírita”, uma nova luz brilhou nos horizontes mentais do mundo.

Há uma seqüência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação do novo cliclo de revelações: o critão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando este povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus: e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho.

A Bíblia é a codificação da primeira revelação cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos. A grande síntese dos esforços da antigüidade em direção ao espírito. Não é de admirar que se apresente, muitas vezes, assustadora e contraditória, para o homem moderno. O Evangelho é a codificação da segunda revelação cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na figura do Cristo, o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária. Mas, assim como, na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, XVI. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior do seu desenvolvimento.

Hegel, em suas lições de estética, mostra-nos as criações monstruosas da arte oriental, – figuras gigantescas, de duas cabeças e muitos braços e pernas, e outras formas diversas, – como a primeira tentativa do Belo para dominar a matéria e conseguir exprimir-se através dela. A matéria grosseira resiste à força do ideal, desfigurando-o nas suas representações. Mas acaba sendo dominada, e então aparecem no mundo as formas equilibradas e harmoniosas da arte clássica. Atingido, porém, o máximo de equilíbrio possível, o Belo mesmo rompe esse equilíbrio, nas formas românticas e modernas da arte, procurando superar o seu instrumento material, para melhor e mais livremente se exprimir. Essa grandiosa teoria hegeliana nos parece perfeitamente aplicável ao processo das revelações cristãs: das formas incongruentes e aterradoras da Bíblia, passamos ao equilíbrio clássico do Evangelho, e deste à libertação espiritual de “O Livro dos Espíritos”.

Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antigüidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judáico, e o “O Livro dos Espíritos” a do mundo moderno. Mas, cada síntese não traz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque encerra também os germens do futuro. E na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença do Messias, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era.

Capítulo da introdução redigida por Herculano Pires para o “O Livro dos Espíritos”, por ocasião da edição especial da LAKE, comemorativa do centenário da obra, em 18 de abril de 1957. 

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Missão dos Espíritas

30Ago

“Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo, sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as convida incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas. Palavras perdidas, bem o sei; mas, não importa! É preciso regardes com os vossos suores o terreno onde deveis semear, porque ele não frutificará e não produzirá senão sob os esforços reiterados da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Sim, todos vós, homens de boa-fé, que acreditais na vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo infinito, lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniquidade. Ide e derrubai o culto do bezerro de ouro, cada vez mais invasor. Ide, Deus vos conduz! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai que as populações atentas recolherão, felizes, as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.”

“O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 20, item 4 – Missão dos Espíritas

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Juízes de nós próprios

06Jan

Amigos!

Hoje estou convosco, para vos dizer que tudo aquilo que fazeis em cada dia é contabilizado em vossa lista!

Lista que começou a ser escrita logo quando reencarnastes.

E tudo está registado, o mais pequeno pormenor existe averbado nessa lista, que no fim de vossa experiência será posta perante vós!

E sereis vós quem irá avaliar vossa vida!

Parece fácil! Parece inútil!

Porque desconheceis o peso daquilo em que um dia vos confrontará convosco próprios.

E aí estareis perante vós, sem carapaças!

Vereis como vivesteis! Tereis remorsos! Sentireis alegrias de acordo com aquilo que tiverdes feito!

Somos juízes de nós próprios e teremos nossa recompensa!

A capacidade para analisar será redobrada, pois caireis em profunda meditação sobre aquilo que poderíeis ter feito e o que fizesteis! Recordai!

Podeis evitar medos futuros, negações, críticas, porque sois vós quem terá  de saber aquilo que vos é necessário viver! Dai vosso melhor!

Apostai em vós, porque  estais no caminho onde não há retrocesso. Porém, só vivendo sabereis a verdade! Porque a verdade que é Deus! É única!

Bendizei vosso Mestre Jesus! Mestre dos Mestres dá-nos sua Luz para que caminhemos mais lúcidos, despertos para  cada perigo que nos espreita, tudo no caminho que Ele nos trouxe: de Amor!

Com Amor!

Mensagem mediúnica recebida na AELA – Associação Espírita Luz e Amor / Setúbal, em 11 novembro 2010

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Espiritismo – saber uno e indivisível

29Dez

Em termos epistemológicos o Espiritismo é um saber novo, ainda não totalmente definido em suas dimensões e conseqüências socio-culturais. Allan Kardec o disse “uma ciência” e “uma filosofia cientifica” com resultantes morais decorrentes. Os três primeiros volumes das Obras Básicas, O Livros dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e o Evangelho Segundo o Espiritismo, representam, respectivamente, uma visão filosófica, uma metodologia experimental e um compêndio de regras comportamentais, estabelecido a partir de premissas reafirmadas por Jesus. Daí se inferiu – segundo alguns foi o escritor e jurista espírita, baiano, Carlos Imbassahy -, que existem três aspectos: científico, filosófico e religioso. Em sendo assim, naturalmente o ilustre e culto causídico não deve ter pensado em três áreas independentes, como alguns têm feito. É claro que não pode haver uma tríade diversificada de espiritistas: O cientista, o filosófico e o religioso – no que concerne à aceitação do Espiritismo como uma “visão de mundo” -, pois seria uma fragmentação arbitrária e castradora do saber espírita, absolutamente contrária ao pensamento e ação de Kardec, o qual entendia o Espiritismo com um conhecimento estruturalmente único. Sua divisão dos profitentes em “espíritas verdadeiros” e “espíritas imperfeitos”, é a plena evidência do que acabei de afirmar.

Imagine-se um universo doutrinário onde se formassem os três grupos mencionados. O cientista se acharia à distância dos outros seguimentos e, claro, só poderia ser classificado como “espírita imperfeito”, da mesma forma o filosófico e o religioso que apenas se ativessem às áreas escolhidas de atuação.

Isto porque o Saber espírita é uno e indivisível, sem predominância de qualquer dos três aspectos de modo absoluto. Podem existir “momentos de ação”, quando se atue dentro de uma “cientificidade espírita” ou se interprete os fenômenos existenciais duma perspectiva filosófica espírita. Mas o comportamento ético, decorrente do conjunto doutrinário, esse é um atributo necessário a todos os “momentos” e instâncias do exercício da “práxis” espiritista, porque exigência vivencial, imprescindível. A insistência nas denominações: Espiritismo Científico, Espiritismo Filosófico e Espiritismo Religioso, é um convite à segmentação e ao conflito, como notório no atual panorama do movimento.

O Espírita, volto a insistir, quando experimenta, de forma metodológica ou empírica, numa reunião ou diante de um fenômeno mediúnico, põe em ação o “aspecto” científico da Doutrina, mas não afasta os outros dois, porque, ao realizar as deduções e projeções do que foi observado estará filosofando e, ao manter a harmonia interior e a postura ética, enquanto experimentando, estará exercendo a “conseqüência moral” espírita.

Finalizando estes pensamentos em torno da experimentação espírita, digo apenas que o exposto, com muito mais propriedade e amplitude, está devidamente tratado em O Livro dos Médiuns, do primeiro pesquisador espírita realmente digno do nome: Allan Kardec. E o mais importante é que, desde a publicação dessa obra, até o momento atual, todos os estudos não espíritas realizados em torno das faculdades espirituais do ser humano têm corroborado toda a metodologia ali discriminada, sem superar ou desmentir qualquer dos seus princípios.

Djalma Argollo

Fonte: http://www.amar-se.org.br/espiritismo.asp

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Os animais nossos irmãos – seu percurso evolutivo

03Nov

Uma flor! Vida…

Vivência em seu reino!

Evoluirá em forma!

Em cada etapa do ser tudo acontece na medida necessária para que ultrapasse em vibração seu estado actual.

E nos animais como se processa?

É também uma etapa necessária, em seu estádio evolutivo seu reencarne! E cada um terá também que passar por sua experiência, de acordo com suas necessidades de evolução. Mas já não se encontram em paridade com o plano vegetal, ainda sem ligação à monada colectiva!

Após cada passagem na terra, serão levados pelas entidades superiores que têm a responsabilidade pela monada animal, para que se liguem nela, nada se perde, tudo se transforma.

Vivenciando essa forma de energia, subirão também na evolução que palmilham, em formas mais diferenciadas produzindo-se em planos já diferentes.

Porém, suas almas não têm em termos energéticos qualquer ligação à dos humanos. Pois transitam em grupos liderados por Irmãos Nossos que estão ajudando-os em suas transições de forma.

É, de qualquer forma, admirável sentir como esses nossos irmãos menores se ligam a nós porque nos pertenceram em caminhada conjunta. Mas retomarão para sua orbe espiritual onde estarão em condições para retornar um dia neste processo infindável que é nossa evolução espiritual.

Grupos de irmãos procedem à recolha destes nossos amigos, recebendo-os em amor! Tudo na condição necessária a suas necessidades.

Não estão desamparados!

E regressam à vida da qual procederam por vontade divina.

E

É tão importante para nós compreender quanto é importante darmos a cada animal posto à nossa responsabilidade as condições adequadas a seu desenvolvimento, dando-lhes nossa gratidão por nos terem seguido no percurso que sendo seu nos pertence também.

Vêde como amam seus donos, mesmo por vezes sendo maltratados!

Dão-se completamente sem nada reclamar em troca!

Cuidai pois desses nossos irmãos menores, do corpo e sentindo por eles o  amor necessário a seu desenvolvimento harmonioso! Há sempre amor para dar, e cada vez mais esse amor carece de dádiva…

Venho para esclarecer as tuas lutas mentais sobre esta questão, sendo eu apenas um mero servo do Senhor.

Eu trabalho em prol da vida!

Paz

Psicografia recebida na Associação Espírita Luz e Amor / Setúbal

na sessão mediúnica de 16-09-2010

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Cremação

27Set

 O Espiritismo não proíbe a cremação de cadáveres, mesmo porque nada é proibitivo no Espiritismo, pois é uma Doutrina de liberdade mas, antes de tudo, uma Doutrina da conscientização. Recomenda, todavia, muita cautela para aqueles que venham adotar o procedimento da cremação de cadáveres, em substituição a inumação (sepultamento), pelos motivos que vamos expor.

Perispírito o que é e como fica.

Nosso corpo material, que é energia densificada, se liga ao Espírito, Ser Inteligente de essência sublimada, através do perispírito elemento mediador entre os dois corpos de naturezas extremamente diferentes. O perispírito é um envoltório semimaterial do Espírito, constituído de substância etérea e sutil, mais fluídica do que material, sendo que esta parte material é muito menos denso do que a matéria do corpo de carne.

Para dar vida ao corpo carnal, o perispírito se liga a ele, célula a célula, elemento a elemento, como se existissem feixes de fios fluídicos, estabelecendo a conexão celular material com o Espírito. É assim que tudo o que se passa no corpo material, o Espírito toma conhecimento através da ligação existente e, no sentido inverso, todas as decisões, ordens, desejos, vontades e até mesmo todos os sentimentos do Espírito chegam à estrutura celular ou nela se refletem, através do mesmo canal fluídico. (mais…)

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O suicídio e a loucura

29Ago

14 – A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. Com efeito, a maior parte dos casos de loucura são provocados pelas vicissitudes que o homem não tem forças de suportar. Se, portanto, graças à maneira por que o Espiritismo o faz encarar as coisas mundanas, ele recebe com indiferença, e até mesmo com alegria, os revezes e as decepções que em outras circunstâncias o levariam  ao desespero, é evidente que essa força, que o eleva acima dos acontecimentos, preserva a sua razão dos abalos que o poderiam perturbar.

16 – A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas, em uma palavra, são os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral. Quando vemos, pois, homens de ciência, que se apóiam na autoridade do seu saber, esforçarem-se para provar aos seus ouvintes ou aos seus leitores, que eles nada têm a esperar depois da morte, não o vemos tentando convencê-los de que, se são infelizes, o melhor que podem fazer é matar-se? Que poderiam dizer para afastá-los dessa idéia? Que compensação poderão oferecer-lhes? Que esperanças poderão propor-lhes? Nada além do nada! De onde é forçoso concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva possível, mais vale atirar-se logo a ele, do que deixar para mais tarde, aumentando assim o sofrimento.15 – O mesmo se dá com o suicídio. Se excetuarmos os que se verificam por força da embriaguez e da loucura, e que podemos chamar de inconscientes, é certo que, sejam quais forem os motivos particulares, a causa geral é sempre o descontentamento. Ora, aquele que está certo de ser infeliz apenas um dia, e de se encontrar melhor nos dias seguintes, facilmente adquire paciência. Ele só se desespera se não ver um termo para os seus sofrimentos. E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas aquele que não crê na eternidade, que pensa tudo acabar com a vida, que se deixa abater pelo desgosto e o infortúnio, só vê na morte o fim dos seus pesares. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar as suas misérias pelo suicídio.

(mais…)

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O caluniador

28Ago

Enquanto o administrador se entregava a conversações educativas com os numerosos subordinados, Aniceto chamou-nos a pequena construção isolada e falou:

– Vejamos outro ensinamento.

Avançamos na direção de algumas câmaras separadas.

Nosso instrutor abriu uma porta e vimos um louco, que parecia fundamente irritado. Fixou em nós o olhar inexpressivo e gritou estentoricamente. Aniceto, porém, adiantou-se e cumprimentou-o, atencioso:

– Como vai, Paulo?

As palavras, ao que senti, emitiram certo fluxo magnético e o enfermo revelou profunda modificação. Aquietou-se de súbito. Sentou-se mais calmo, embora trêmulo e espantadiço.

– Tem sentido melhoras, Paulo? – perguntou nosso orientador, bondosamente, tocando-o no ombro.

Ao contacto pessoal de Aniceto, o doente mostrou algum raciocínio e respondeu:

– Vou melhorando, graças…

A vista da expressão reticenciosa, o instrutor falou em tom firme, como se desejasse auxiliar-lhe a vontade enfraquecida:

– Termine!

O doente fez enorme esforço e concluiu:

– Graças a Deus!

Anotando-lhe o sofrimento e a indecisão, lembrei dos enfermos das Câmaras, aos quais prestava Narcisa ampla colaboração afetuosa. Percebendo-me as íntimas considerações, disse o mentor esclarecido:

– Vêem a diferença entre os que dormem, os que estão loucos e os que sofrem? Em “Nosso Lar” não temos dos primeiros, e os que se encontram desequilibrados, nos serviços da Regeneração, sentem, na maioria, angústias cruéis. É necessário reconheçamos que os que gemem e sofrem, em qualquer parte, estão melhorando. (mais…)

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